Por que a pastilha ou a cerâmica descola da fachada?
Quase nunca por uma causa só. A placa convive com argamassa, substrato, estrutura que se deforma, sol e chuva, e falha onde essas partes não foram pensadas juntas: a junta que faltou, a argamassa fora da especificação, a interface mal resolvida. Por isso o diagnóstico investiga o sistema, e não a peça que caiu.
O que é um laudo de fachada e o que ele precisa conter?
É o registro técnico do que a fachada tem, por que tem e o que fazer a partir daí. Começa na inspeção visual, segue com ensaios de campo e de laboratório, termografia e drone quando cabem, e termina em causa e prognóstico. Um laudo que só descreve o estrago não é laudo: é inventário.
Quando chamar uma consultoria de revestimentos?
Antes de o sintoma virar risco: som cavo em várias regiões, fissuras que correm numa direção definida, eflorescência, infiltração que volta, ou uma peça que já caiu. E antes da obra também: acompanhar especificação e execução custa menos do que investigar depois.
Termografia e drone substituem a inspeção presencial?
Não. São instrumentos da investigação, não a investigação. A termografia mostra diferenças de temperatura que sugerem descolamento; o drone chega onde o balancim não chega. Quem interpreta continua sendo o engenheiro, e o ensaio confirma ou derruba o que a imagem sugeriu.
A Planville faz perícia e assistência técnica judicial?
Sim. Quando o desempenho de um revestimento vira disputa, atuamos como assistentes técnicos e peritos, com laudo que se sustenta em ensaio e em norma. O laudo do caso Proma, de 2015, se sustentou em todas as instâncias.
A Planville inspeciona o prédio inteiro?
Não, por escolha. Investigamos profundamente aquilo que decidimos conhecer: superfícies e sistemas de revestimento, em fachadas, pisos, paredes e piscinas. Estrutura, instalações e os demais sistemas ficam com quem os conhece a fundo.