Fachada do BIOOS Home & Health, da Laguna, em Curitiba, com terraços verdes em cada pavimento

Engenharia de superfíciesdesde 1989

Entre a arquitetura que sonhae a matéria que envelhece,existe engenharia.

Há quase quatro décadas, a Planville estuda a pele dos edifícios — fachadas, pisos e revestimentos — para compreender, diagnosticar, projetar e fazer durar.

00bA firma do invisível

O nosso trabalho só aparece quando falta.

Ninguém elogia uma fachada por continuar inteira. Ninguém fotografa a pastilha que não caiu, nem escreve sobre a junta que trabalhou em silêncio por vinte invernos. Em engenharia de superfícies, o acerto é exatamente aquilo que não acontece.

A arquitetura sonha e assina. A indústria fabrica e garante. Entre as duas existe um território onde o desenho encontra a matéria e o tempo entra na conta — e quase ninguém quer morar ali.

Foi ali que a Planville montou casa, há quase quatro décadas.

Copan

01Copan

A curva que Niemeyer desenhou para nunca ser reta

Consultoria de assentamento de pastilha no edifício mais emblemático do país. Nenhuma peça cerâmica nasce curva: quem curva é o projeto de assentamento, peça por peça, junta por junta, até a superfície acompanhar um prédio que se recusa a ter um plano só.

São Paulo · 2023 — 2025

A prova das placas

02A prova das placas

Quando a culpa mudou de lugar

Oito milhões de metros quadrados de cerâmica descolada no Brasil, e o mercado inteiro apontando para a mão de obra. O laudo da Planville foi à queima da placa, atrás do erro na origem e não no assentamento. Sustentou-se em todas as instâncias — e mudou o endereço da responsabilidade.

Caso Proma · desde 2015

01A escolha

Toda escolha é uma renúncia.

No começo a gente construía. Casa por casa, sistema por sistema, quase à mão, para duzentas e cinquenta e uma famílias.

Foi ali que a conta apareceu: um edifício tem estrutura, instalação, esquadria, cobertura, vedação, acabamento. Ninguém vai fundo em tudo. Ou se conhece muita coisa pela superfície, ou se conhece a superfície até o fim.

  • Ficamos com a pele.
  • A parte que protege.
  • A parte que aparece.
  • A parte que envelhece à vista de todos.

É o primeiro lugar onde o tempo encosta. E o primeiro que conta, sem pedir licença, o que foi feito por baixo.

Desenho de linha de uma fachada curva

Fachada em estudo · desenho de linha

02As placas cerâmicas

Nenhuma placa trabalha sozinha.

  • Ela encontra a argamassa.
  • O substrato.
  • A estrutura.
  • As juntas.
  • O calor.
  • A chuva.
  • A umidade.
  • Os movimentos quase imperceptíveis do edifício.
  • E décadas de exposição ao tempo.

O desempenho não pertence à peça. Pertence ao sistema.

Desde o início da nossa trajetória, as placas cerâmicas ocupam um lugar especial no pensamento da Planville. Nós as estudamos, especificamos, ensaiamos, projetamos, acompanhamos em obra e, muitas vezes, voltamos a encontrá-las anos depois.

Essa compreensão tornou-se ainda mais importante à medida que os sistemas cerâmicos passaram a enfrentar, no Brasil e no mundo, manifestações de degradação cada vez mais complexas.

03A ciência da observação

Diagnosticar é olhar até a coisa falar.

Durante muitos anos, chegamos depois.

  • Depois da trinca.
  • Depois da infiltração.
  • Depois que a pastilha caiu na calçada.
  • Depois que alguém já tinha pago a conta.

Por volta de 2006 isso começou a incomodar. Se dava para explicar o erro com tanta precisão, também dava para desenhá-lo fora do caminho antes que acontecesse. E então veio a onda. Fachadas cada vez mais altas, mais leves, mais esbeltas, mais improváveis. A arquitetura sonha primeiro; a engenharia vai atrás procurando um jeito de aquilo ficar de pé.

Não seguimos a onda. Aprendemos a lê-la.

A engenharia diagnóstica é disciplina jovem no Brasil, e tem um nome na fundação: Tito Lívio Gomide. A Planville trabalha dentro dessa corrente desde antes de ela se chamar assim.

O método não é sofisticado. É paciente. Antes do ensaio, do laboratório e do laudo existe uma etapa que nenhum equipamento substitui: olhar. A mancha. A trinca e a direção em que ela correu. O lado do prédio que pega sol à tarde. Por onde a água desceu, e onde ela parou.

O edifício conta o que aconteceu com ele. Quase sempre conta antes de alguém perguntar.

Dermatologia na engenharia: a pele denuncia o que o corpo esconde.

04Cinco campos

Cinco campos. Uma mesma engenharia.

O conhecimento encontrou cinco formas de acontecer. Essas áreas não foram criadas artificialmente como divisões de uma empresa — nasceram organicamente, ao longo da nossa trajetória.

  • Um diagnóstico pedia um projeto.
  • Um projeto revelava a necessidade de um material melhor.
  • Um novo produto exigia pesquisa.
  • A pesquisa precisava ser registrada.
  • E aquilo que aprendíamos precisava circular.
01desde 1987

Compreender

Investigar, ensaiar, diagnosticar e entender o que está acontecendo e por quê.

Consultoria de revestimentos e engenharia diagnóstica

Inspeções, ensaios, perícias, laudos, diagnósticos e prognósticos que procuram responder não apenas o que aconteceu, mas principalmente por que aconteceu e o que fazer a partir daí.

A fachada curva do Copan de perto, brise por brise — o edifício que a Planville inspecionou
02desde 2006

Antecipar

Transformar conhecimento de campo em desenho, especificação, detalhe e método construtivo.

Projetos de produção de revestimentos

Projetamos fachadas, pisos, revestimentos e sistemas de retrofit levando para o projeto aquilo que décadas de obra e diagnóstico nos ensinaram. Projetar, para nós, é antecipar decisões.

Isométrica do projeto de fachada do Blanc de Rouge, com frisos e telas de reforço anotados
03desde 2004

Inovar

Muitas vezes, o produto que gostaríamos de especificar ainda não existe.

Desenvolvimento e startup de produtos

É daí que nasce nossa atuação junto à indústria: pesquisa, desenvolvimento, validação, ensaios, aplicações experimentais e startup de novas soluções. A inovação começa quando a pergunta técnica ainda não encontrou um produto como resposta.

O rejunte Infinity, da Hard, sendo aplicado num painel de pastilhas
04desde 2020

Registrar

A engenharia também precisa de memória.

A arte da escrita

Manuais. Livros. Artigos. Cadernos técnicos. Procedimentos. Escrevemos porque acreditamos que o conhecimento acumulado e não registrado desaparece — e que a experiência ganha outra dimensão quando pode ser organizada, questionada e compartilhada.

O livro Engenharia Marginal, de Paulo Sérgio da Silva
05desde 2012

Compartilhar

A engenharia também se constrói no encontro.

Conexões — Planville Tech®

Treinamentos. Aulas. Palestras. Congressos. Blog. Vídeos. Conversas. Há décadas transitamos entre obra, universidade, indústria, incorporadoras, projetistas, laboratórios e profissionais de diferentes gerações. Conectar pessoas e conhecimento não é uma atividade paralela da Planville: é parte da maneira como fazemos engenharia.

Paulinho Silva, fundador da Planville

05A fronteira

marginal, adj.

Marginal não é estar fora do conhecimento. É trabalhar na borda dele, onde a página da norma termina e o edifício continua.

  1. 01Onde a engenharia encontra a arquitetura.
  2. 02Onde a construção encontra o tempo.
  3. 03Onde a norma encontra a exceção.
  4. 04Onde o que já existe precisa conversar com o que ainda vai existir.

As normas organizam, dão referência, protegem. Mas nenhuma norma conhece este prédio, com esta idade, nesta esquina, com esta história de reformas mal contadas.

Uma paisagem meio Blade Runner: épocas diferentes dividindo a mesma fachada.

06A estrada

1987 — 2027

Quase quatro décadas numa linha só

Nenhuma delas foi planejada. Uma consultoria que nasceu para construir casas terminou estudando por que as fachadas do país se soltam da parede. E a cada desvio, a mesma descoberta: entre o que a arquitetura desenha e o que a engenharia sustenta não há fronteira — há um ofício, e quase ninguém estava exercendo.

  1. Os anos oitenta

    1987

    A primeira estrada lateral

    Recém-formado pela UFPR, o fundador vai trabalhar numa indústria cerâmica. Ali nasce a paixão que atravessaria as décadas.

  2. 1989

    Nasce a Planville

    Nasce a Planville

    O nome veio de um sonho compartilhado com um amigo: construir casas inspiradas em pequenas vilas francesas. A estrada, entretanto, mudou.

    Paulinho Silva, fundador. Retrato.

  3. Os anos dois mil

    2004

    O primeiro produto

    Um pó para limpeza de porcelanato polido, desenvolvido com a indústria. O conceito é depois incorporado por várias linhas de mercado.

  4. 2006

    Projetar antes

    Nasce a carteira de projetos de produção. Diagnóstico e projeto passam a alimentar um ao outro.

  5. 2007

    Manual Castelatto

  6. Os anos dez

    2012

    Planville Tech®

    Não para transformar tecnologia em finalidade. Para aproximar.

  7. 2013

    China e Índia

    Consultoria de classificação cerâmica em Foshan e Morbi, para a Sun Asia. Até 2015.

  8. 2015

    A endemia da cerâmica desplacada

    A endemia da cerâmica desplacada

    Oito milhões de metros quadrados descolados no Brasil, e a culpa recaindo sobre a mão de obra. O laudo do caso Proma foi à queima da placa — e se sustentou em todas as instâncias.

    Caso Proma.

  9. 2017

    Hard · projeto Delantes, MS

  10. 2018

    Manual Roca Stone

  11. 2018

    Fachadas ventiladas · Toledo, Espanha

  12. 2019

    Infinity

    Infinity

    Rejunte de matriz híbrida — cimento, acrílico e epóxi na mesma solução — com assinatura técnica da Planville dividindo a embalagem com a do fabricante.

    Infinity, com a Hard.

  13. Os anos vinte

    2023

    Engenharia Marginal, o livro

    Edição independente de colecionador. Autobiografia, contracultura e poesia sobre quatro décadas de engenharia.

  14. 2023

    Consultoria Copan

    Consultoria Copan

    O edifício mais emblemático do país. Consultoria de assentamento de pastilha, até 2025.

    Copan, São Paulo.

  15. 2026

    Linha Argapoli técnica

  16. 2026

    CTE · Retrofit 360°

    Embaixador do Grupo de Qualidade. Requalificação de edifícios existentes e descarbonização das cidades.

  17. 2027

    Quarenta anos de estrada

    Em maio, a consultoria completa quatro décadas.

  18. Em maio de 2027

    A estrada não tem chegada. Tem próximo trecho.

07As obras

A obra não termina quando a obra termina.

Ela fica na cidade. Atravessa governos, modas, gerações. Segue ligada a todo mundo que passou por ela: quem imaginou, quem calculou, quem assentou peça por peça, quem mora, quem conserta no domingo.

08O Mundo Planville®

Nada disso foi planejado.

Não havia estratégia de rede. Havia obra, problema, café, discussão, e mais obra.

Com o tempo quem chegou por um projeto ficou por outros. Cliente virou parceiro. Fabricante virou coautor. Gente que discordava em reunião virou amigo de anos.

  • Quando olhamos para trás,
  • havia se formado alguma coisa
  • em volta da empresa.
  • Uma gravidade.
Desenho de linha de um pavilhão em perspectiva baixa

Confiança

É a única tecnologia daqui que não tem versão nova, não se instala e não se compra. Leva décadas para acumular. Some numa tarde.

09Os cinco verbos
  • Investigar.
  • Projetar.
  • Inovar.
  • Registrar.
  • Compartilhar.

Cinco verbos. Uma mesma curiosidade.

Planville® · Engenharia de superfícies

O mundo Planville: um pequeno planeta habitado